segunda-feira, 28 de julho de 2008

HTC: hominídeos todos curtidos

Começou por um simples comentário, aí num blog.

«Afinal, o jovens acumularam anos, tachos, pedestais, sinecuras e mordomias, mas a crise de adolescência continua a mesma.»

Bem, parece-me que falta aqui um factor decisivo para que finalmente compreendamos o estado de perene adolescência em que as actuais elites cristalizaram. Esse factor poderia ser designado de muitas, variadas e complicadíssimas maneiras, mas acho que os termos mais vulgares serão esclarecedores: refiro-me ao "xamon", isto é, "haxe", ou seja, a universal, geralmente aceite e louvada substância que para sempre fixou os comportamentos esquerdistas em geral e infantilizados em particular. Em suma, quero dizer, o que escapou a Marcelo e, pelos vistos, ao Dragão também, foi a "pedra" e seus derivados; por andarem permanentemente, enquanto estudantes e alguns ainda hoje, com uma esplendorosa moca nos cornos (e não com uma chupeta na boca), os nossos governantes e altos quadros conservam na actualidade os mesmos comportamentos cretinos e a mesma ausência absoluta de ideias que ostentavam nos bancos da Faculdade.
Mais afianço que não estou aqui a inventar porra nenhuma; isto é um fenómeno cientificamente comprovado, com estudos intensivos realizados ao longo de décadas por mais do que insuspeitos laboratórios e academias. Já não me recordo ao certo onde li isso, mas é incontestável: uma das milhentas substâncias químicas presentes na Cannabis Sativa L bloqueia o desenvolvimento intelectual (e emocional), pelo que os jovens consumidores conservarão - quando chegarem biologicamente ao estado adulto - características, comportamentos e capacidades mentais iguais às que tinham enquanto adolescentes. E isso compreende-se facilmente se considerarmos que a renovação das células que formam a massa cinzenta pára quando o corpo atinge a maturidade, decrescendo mesmo, gradualmente, a partir dessa altura.
Portanto, quem já era estúpido e dava no charro, agora está bastante mais estúpido e, para agravar a coisa, tem a mania de que ainda é chavalo. Quem não era estúpido e também dava, um bocadinho idem e completamente aspas.
5:07 PM


Fiquei chateado comigo. Então aquilo é assim, manda-se umas bocas e pronto? Não. Pode lá ser. Fui procurar estudos sobre a coisa e... encontrei. Eureka. O THC destrói células neuronais.

"On the basis of the data presented in this study, we conclude that binding of THC to cannabinoid CB1 receptors in hippocampal neurons leads to neuronal death. THC is neurotoxic at concentrations as low as 0.5–1.0 mM, which are comparable to THC levels measured in human plasma after consumption of marijuana cigarettes."
[citação de Journal of Neuroscience (1998)]


Há um outro estudo mais recente, sei que há, porque o li várias vezes, que refere (e demonstra) a ligação intrínseca entre Cannabis e bloqueamento da evolução mental e fixação da personalidade na adolescência. Não o encontro agora, na Web, mas lembro-me perfeitamente de que foi esse o primeiro estudo a provar tal correlação.

Resumindo, a ideia base é que a maior parte dos jovens da Geração Haxe (1975 - 1990) conserva hoje todas as características (linguagem, roupas, hábitos, preferências, ideias políticas, amizades) que tinha aos 14, 15, 16 ou 17 anos, isto é, quando começou a fumar "charros". De facto, é ainda hoje vulgaríssimo ver avôzinhos e avózinhas - com mais do que idade para ter juízo - a comportar-se como se fossem alegres estudantes do Liceu; continuam a falar pelo nariz e a recusar-se a pronunciar algumas palavras em Português (sim, está bem, óptimo, bom, engraçado, amor, namorada/o, velho/a, etc.); mantêm, enquanto coçam os fundilhos nas mesmas cadeiras dos cafés onde "paravam" há 30 anos, exactamente o mesmo aspecto "rebelde", isto é com tendência para envergar militantemente os mesmíssimos andrajos que se usavam quando os The Tubes vieram pela primeira vez a Portugal; ainda hoje, mesmo com filhos casados, alguns já com netos, proferem exactamente as mesmas sentenças e verdades definitivas que dizia qualquer intelectual do Piolho, no Porto, ou da Mexicana, em Lisboa, na já remota época em que Leonid Brejnev ocupava o trono do império soviético.

Não tem nada que enganar, a Geração Haxe está por todo o lado, basta observar os circunstantes, em qualquer recanto do país, e topar-lhes a pinta de retardados (não confundir com saudosistas), a sua atávica aversão ao trabalho - e por vezes à mais elementar higiene -, a forma sempre igual e igualmente obsessiva como continuam a enrolar as suas "brocazitas", o sorrisinho imbecil que arvoram hoje... exactamente o mesmo de sempre, rasgado, falso como uma nota de 15 Euros.

Pois é esta geração - esta é que é a verdadeira Geração Rasca, Vicente Jorge Silva enganou-se - que ocupa hoje os lugares de poder e os de topo em qualquer hierarquia, profissional ou institucional, foi esta gente, abreviando, que engendrou a legislação ferozmente antitabagista e que disseminou a moral assassina da saúde a qualquer preço.

Alguns deles, agora de fato e gravata por dever de ofício, mas ainda andrajosos por debaixo das roupas de marca, decidem em nome dos demais aquilo que julgam ser melhor para todos. Alguns deles, por detrás de muito respeitáveis cãs e mesmo já sofrendo dos achaques da velhice que aí vem a galope, continuam a comportar-se como os jovens irresponsáveis que nunca deixaram de ser. Alguns deles impingem da mesma forma, hoje como no antanho, simples angústias juvenis travestidas de "irreverência" e de "espírito reformista".

E são, por conseguinte, alguns deles, muitos deles, quem agora aparece - à falta de melhor "causa" - condenando os fumadores à forca social e promovendo o consumo de drogas a verdadeiro objectivo de Estado. Ghettos para uns, salas de chuto para outros. Proíba-se o tabaco, persiga-se e carregue-se de impostos os fumadores, mas liberalize-se o consumo de drogas "leves" e financie-se os "agarrados" às drogas "duras".

Parece-me bastante simples a explicação para este fenómeno de inversão de valores. À luz da Ciência, que não mente nem deixa mentir, a causa é clara, objectiva, transparente como água: trata-se de seres humanos que, por terem consumido sistematicamente alucinogénios na juventude, estiolaram definitivamente nessa fase da sua vida; não tendo podido evoluir em aspecto algum, já que as drogas lhes consumiram a capacidade de aprendizagem e a própria faculdade da evolução natural, essas pessoas mantêm hoje a mesma visão das coisas, alucinada e distorcida, de quando se julgavam eternas e detentoras da verdade absoluta.

Mais alucinada e mais distorcida ainda porque alguns deles, se calhar também muitos deles, continuam a dedicar-se à "causa", à tal "causa", a sua, a única que entendem e que se calhar para eles vale mais a pena do que outra qualquer: a dose seguinte.


Nota: este texto contém uma data de coisas que não passaram na revisão automática de texto. Palpita-me que o aborto ortográfico já anda aí nos correctores. Eu cá sou contra o aborto, portanto...

1 comentário:

Curiosa disse...

E a maioria acabou o curso em avaliações circenses.

E ainda estes tipos se consideram elite... Balelas.