quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Beatas à solta



Na descrição deste vídeo consta que «milhares de pontas de cigarro são diariamente atiradas ao chão desde que os portugueses foram "convidados" a fumar na rua. Cidades como Lisboa e Coimbra reforçaram a recolha de lixo, mas os fumadores continuam a preferir o chão ao cinzeiro».

Convinha elucidar o Sr. Ângelo Mesquita que os ditos cinzeiros, que os fumadores lisboetas não utilizam, não passam de umas plaquitas de metal (com cerca de 5 por 2cm) por cima das papeleiras de plástico. Imaginemos a reacção “beata” meio apagada-papel-plástico, que tal?

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Brincadeirinhas estúpidas


Liquid Smoking


Não faço ideia de como é que estes gajos descobriram a lata, mas foi lá que vi esta palhaçada pela primeira (e espero que última) vez.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

17 de Novembro, Dia Nacional do Não Fumador



A mensagem subliminar contida nesta imagem é a seguinte: quem não fuma, não morre. E também, pelos vistos, que apenas os fumadores cristãos encomendam a alma ao Criador. Portanto, cumpre a cada qual decidir: ou deixa de fumar ou converte-se a qualquer outra religião.

Em qualquer dos casos, terá garantida a vida eterna - essa insuportável chatice.

Se, por qualquer motivo, ainda assim a imagem não convencer e a perspectiva de ficar por cá a chatear toda a gente até à eternidade não se afigurar como apetecível, então poderá sempre optar pela cremação, quando chegar a sua hora. Esse tipo de fumo ainda não é proibido, até ver, e fica garantido que a nossa cruz não sairá na fotografia.



Para quem não sabia que data hoje se "comemora", está aqui uma notíca do jornal... Record.

Imagem via blog Portugal Porreiro

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Documentos históricos do Santo Ofício

PUBLICO.PT

PÚBLICO: Edição Impressa Versão para cegos
10 de Novembro de 2008 - 12h29

Secções PÚBLICO Edição Impressa: Destaque, Opinião, Portugal, Mundo, Temas, Economia, Desporto, Local Lisboa, Local Porto

Suplementos PÚBLICO: PÚBLICA, ÍPSILON, FUGAS, ECONOMIA,

Subúrbio londrino proíbe fumadores de adoptarem


O conselho municipal de um subúrbio de Londres proibiu os fumadores de serem pais de acolhimento. A proibição foi aprovada esta semana por unanimidade numa reunião da assembleia do borough de Redbridge, no Leste de Londres e deverá entrar em vigor em Janeiro de 2010. Associações de defesa de fumadores já criticaram a decisão e uma associação que representa vários grupos envolvidos na adopção defende que uma proibição cega não é correcta.

O Governo local considera que a medida é crucial para proteger as crianças dos efeitos do fumo passivo - e justifica-a com novas provas científicas onde se mostra que o fumo passivo pode provocar doenças respiratórias na infância, assim como cancro do pulmão.

"Sabemos que este assunto é difícil porque algumas pessoas vão sentir que é uma intrusão nas suas liberdades pessoais, mas também sabemos que o fumo aumenta os riscos de doenças sérias na infância", afirmou um membro do conselho, Michael Stark, do Partido Conservador, citado pelo jornal The Independent.

A Fostering Network considerou "positivo" que se tente criar um ambiente livre de fumo para as crianças, mas receia que a medida reduza o número de famílias disponíveis para receberem crianças vulneráveis.

"Se uma pessoa tem as qualidades e a capacidade para acolher uma criança, não devia ser posta de lado só porque fuma um cigarro no fundo do jardim ou quando sai à noite. O acolhimento devia ser sobre muito mais coisas do que saber quem é fumador", afirmou um porta-voz.

O grupo de defesa dos fumadores Forest considera que se trata de "mais uma tentativa para estigmatizar os fumadores e separá-los do resto da sociedade". O que se quer dizer com isto, afirmou ainda um porta-voz do grupo, "é que os fumadores em geral não são capazes de ser pais e isso é totalmente inaceitável".
O Governo local considera que esta medida é crucial para proteger as crianças dos efeitos do fumo passivo

Fim

© Copyright PÚBLICO Comunicação Social SA


Via blog Jugular.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Momentos

sábado, 18 de outubro de 2008

Confirmação e Pontuacão (10)


Restaurante O Santiago
67, R. das Portas de Santo Antão
1150 Lisboa 1150
Telefone 213 421 513


  • Desta vez, tem de ser tudo na base da memória e, devo confessar, já lá vão uns dias. Aliás, esqueci-me da factura, de maneira que também os comes e bebes (e respectivos preços) são "de cabeça"; só tenho aqui o talão do Multibanco e as más notícias começam por aí: 41,80 € para um jantarito fraquinho, duas cabeças, é um pedaço.
  • O sítio não é mau, se bem que a sala para os fumadores (pareceu-me ter outras duas, presumo que de sinal vermelho) seja nos fundos e, portanto, sem janelas.
  • O serviço é razoável, talvez um pouco "amigável" de mais, e o ambiente não tem absolutamente nada a assinalar: exactamente igual a milhares de outros sítios. A localização central, mesmo a meio da Rua das Portas de Santo Antão, convida mais o turista do que o lisboeta, pelo que também não seria de esperar comidinha muito caprichada porque, segundo a estranha convicção de alguns proprietários da restauração "turística", os estrangeiros são uma cambada de pategos que estão habituadíssimos a comer pessimamente. Ora...

Nada mais falso, como sabemos. O grande problema com este restaurante reside precisamente nos "morfes": os pitéus seriam apelativos, a julgar pelas designações (perna de borrego cabrito assada no forno e caldeirada cataplana de peixe à "Não Sei Das Quantas"), mas que venha o diabo e escolha qual o mais desenxabido.

A caldeirada "cataplana de peixe" (ou "peixe na cataplana", tanto faz) era uma espécie de caldeirada (ou peixada) metida dentro de uma cataplana, com uns pedaços de peixes variados lá dentro (variados, mas pouco) e com uma calda de refogado atomatado a fazer de molho; numa escala de 1 a 20, dou-lhe Medíocre Menos (5), e isto apenas com fins pedagógicos; a tomatada não tinha ponta por onde se lhe pegasse e a cataplana era só para fazer vista. Quanto à tal perna do tal borrego cabrito, bem, o que dizer? O mesmo que se diz geralmente de um jogador "tipo" defesa direito da selecção nacional de futebol: fraquinho, fraquinho, fraquinho. Ou seja, o raio do pernil estava rijinho, insossozinho, deslavadinho. Uma tristeza, enfim. Leva Medíocre (nem mais nem menos), aí um 7 bem medido.

Safou-se o vinho; se bem me lembro, um belo de um Grandjó, a merecer outros presigos e melhores condutos. Vá lá, bem fresco, salvou-se isso.

Pronto, pode-se fumar ali, pois pode. E é central, pois é. Mas é carote, olá se é. Não vale o preço, em suma.

Há sítios de comer que são mesmo abaixo de cão, o que não é o caso, mas este andou lá perto.

Isto aqui não é o das estrelas Michelin, nem coisa que se pareça, mas também não é o da Joana. Talvez tenha sido um dia mau do pessoal da cozinha. Mas nem todos somos turistas, nem todos somos "estrangeiros" e, principalmente, nem todos engolem sem pestanejar qualquer coisa feita à pressa e sem gosto nenhum.

Fumar no restaurante é bom, passar fomeca no intervalo dos cigarros é mau.




snap map

Esta apreciação, bem como a cotacão atribuída, resultam de uma única visita e constituem a expressão de uma simples opinião, devendo por conseguinte ser consideradas como isso mesmo, opinião num artigo de opinião.

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Confirmação e Pontuacão - 9

"A Comidinha", restaurante onde se pode 'baforar'






A comidinha
Proprietário: Pedro Glória Domingues
Tipo: português,discreto e familiar
Localização: Lagos, Algarve
Dia de encerramento: segunda-feira
Formas de pagamento: numerário e Multibanco
Preço Médio: 20 a 25,00€
Área fumadores: exclusivamente fumadores
Estacionamento: fácil

  • Restaurante localizado numa zona residencial da cidade de Lagos, que prima essencialmente pela fabulosa cozinha tradicional portuguesa, cuidadosamente confeccionada pelas mãos da Graciete, também proprietária do restaurante.
  • O interesse do proprietário pelos cheiros e sabores de África, resultaram num acrescento ao menu de alguns pratos africanos, soberbamente cozinhados, como se da mão do mais exímio cozinheiro africano saíssem.
  • A cozinha regional não só tem origem no litoral algarvio, caso do peixe sempre fresco e cozinhado de diversas maneiras mas, de forma simples e saborosa, como também no barrocal algarvio, de onde saem pratos de carne de nos fazer crescer água na boca.

Peixe e mariscos: Garoupa, cherne e pargo grelhados, raia cozida no caldo com legumes ou frita com arroz de tomate, ovas cozidas, ensopado de pata-roxa, arroz de tamboril, massa de peixe, canja de peixe-galo ou de abrótea, cherne ou pargo na caçarola, moqueca de tamboril ou de camarão, caril de camarão, choquinhos fritos à algarvia, feijoada de búzios, salada de polvo, de lulas ou de ovas, carapaus alimados, raia de alhada, moreia frita, mexilhão ou amêijoas à Bulhão pato.

Carne: dobrada com feijão branco, grão com rabo de boi, rabo de boi em vinho tinto, coelho em vinho tinto, moamba de galinha com pirão de milho, cabidela de galinha, língua de vaca estufada, chambão de vitela, vitela à jardineira, bochechas de porco à casa, carne de porco com amêijoas, iscas de vitela à portuguesa, ensopado de borrego, favas à portuguesa, presas de porco à casa, medalhões de lombinhos de porco e bife do lombo na frigideira.

Doces: variados doces algarvios e uma mousse de limão com canela de comer e chorar por mais.

Outros pratos são confeccionados dependendo das estações do ano, da imaginação dos proprietários e dos produtos frescos disponíveis, já que o segredo deste restaurante é, sem dúvida, a criteriosa escolha dos produtos, tanto em frescura como em qualidade.

Para finalizar, a garrafeira da Comidinha é, sem dúvida, uma das melhores do Algarve. Entre vinhos tintos, brancos, espumantes e champagnes, todos eles servidos nos copos adequados, tem cerca de 1.050 referências.

Vale a pena fazer uma visitinha à Comidinha, pela comida, bebida, ambiente e por poder ‘baforar’ à sua vontade.


Crítica de: Maria João.

Esta apreciação, bem como a cotacão atribuída, resultam de uma única visita e constituem a expressão de uma simples opinião, devendo por conseguinte ser consideradas como isso mesmo, opinião num artigo de opinião.




snap map

Imagem surripiada no Barlavento Digital