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quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Dia Mundial da Paranóia



Presumo que a imagem seja do site Vorwärts.de

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Cidadão permitido


Quando acordo de manhã ao som das buzinadelas contínuas da fila interminável de viaturas, nesse barulhento ritual mágico-religioso de dissipar o trânsito que há anos se revela ineficaz, fico com ganas de lhes tirar o pio, de lhes extirpar esse órgão sonoro do carro já que ninguém fiscaliza o ruído.

Esta é uma questão que não está no horizonte da Confederação Portuguesa de Prevenção do Tabagismo que ontem anunciou que quer extirpar o fumo em todos os estabelecimentos de restauração, incluindo bares e discotecas. Defende mesmo que a lei tem de ser alterada para passar a contemplar tão completa proibição. Que não se descanse e durma por causa do ruído dos bares e discotecas será certamente coisa de pequena monta para estes cruzados movidos pela defesa do direito exclusivo e inalienável dos não-fumadores a ocuparem todos os territórios.

E desta vez o director-geral de Saúde explicou prontamente que a lei em vigor só pode ser revista após 3 anos e que de qualquer modo, "Não há condições para se alterar a lei portuguesa porque ela fundamenta-se nos princípios constitucionais que estão em vigor no nosso país, onde os excessos não são permitidos". Afinal, ao abrigo da Constituição, os fumadores são cidadãos como os outros.


Imagens de Yatahonga.

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

e-cigarros

cigarro electrónico

Não deita fumo, não produz cinza nem sobram beatas. Não está previsto na lei - logo, é legal - e não é crível que alguém se possa chatear por ter um "fumador" destes "e-cigarros" ao lado, mesmo num restaurante apinhado de gente.

Ou seja, e isso já não é nada mau, acabou-se de vez a proibição de fumar seja onde for, mesmo nos aviões, em plena coxia, ou até numa circunspecta e grave sala de audiências de qualquer tribunal. Quanto mais não seja pela inolvidável experiência (e pelo gozo que deve dar a cara desconsolada dos antitabagistas circunstantes), valerá a pena comprar um "gadget" destes. O prazer de fumar em plenas trombas dos puritanos macabros valerá com certeza o preço (80 €) - não muito convidativo, mas vale pela "causa" de os chatear mesmo, aos tais puritanos - e, ainda que não seja exactamente a mesma coisa que fumar um verdadeiro cigarro, até pode ser que ao menos se consiga com isto evitar os efeitos colaterais da abstinência prolongada.

Esta nova engenhoca fumadora implica no imediato uma espécie de pequena revolução nos costumes: liquidado na origem o pretexto (o fumo passivo) para a proibição, será curioso verificar agora o que mais será inventado para perseguir os novíssimos e-fumadores. Tenho um palpite sobre isto, e um palpite que não é nada de difícil digestão nem requer grandes dotes de adivinhação: deparando com o e-fumo, coisa que nunca tinha passado pela cabeça do mais macabro dos fundamentalistas, aqueles que extraordinariamente se preocupam com a saúde alheia hão-de alegar que ninguém tem o direito de dar cabo da própria saúde.

Nisto, sinceramente, até estou de acordo... para variar. De facto, não me custa absolutamente nada presumir que este "fumo electrónico" poderá vir a ter, a longo ou a médio prazo, consequências muito mais perniciosas para os "fumadores" do que o tabaco propriamente dito. Existe uma reacção química, envolvendo diversas substâncias, todas elas artificiais, que injecta uma certa dose de nicotina no organismo; portanto, pelo menos em teoria, o nicotinodependente poderá aplacar momentânea e transitoriamente a sua dependência. Porém, esta invenção é ainda muito recente e não há, por conseguinte, quaisquer termos de comparação nem estudos ou estatísticas que suportem ou contradigam a sua (relativa) inocuidade. Fumar cigarros (uma invenção de finais do século XVIII) é muito mais pernicioso do que fumar por cachimbo e este muito mais perigoso para a saúde do que os charutos; tudo depende do grau de industrialização, os processos de fabrico, as transformações e os aditivos químicos por que o produto passa, desde a plantação até ao acender do fósforo, e finalmente pela forma ou pelo dispositivo que se usa para inalar (ou não) o tabaco propriamente dito.

No caso dos e-cigarros pura e simplesmente não existe tabaco algum, apenas o seu "princípio activo", por assim dizer, a nicotina. Ora, se o hábito de fumar se resumisse à nicotina, então seria facílimo deixar de fumar - o que, como sabemos, mesmo com injecções, pensos e substitutos diversos daquela substância, é praticamente impossível.

Sem força de vontade, nada feito. Quem quer deixar de fumar, tem de ter primeiro a vontade e depois a força. Só assim conseguirá largar de vez o vício.

Mas, para quem não quer, isto é, para aqueles que nunca tentaram nem querem tentar deixar de fumar, os e-cigarros podem ser uma boa forma de contornar a legislação nacional-socialista vigente.

Uma boa alternativa para os voos intercontinentais, para as longuíssimas, compridíssimas, chatérrimas viagens por via férrea ou por estrada, e também para aqueles eventos públicos onde toda a gente, tão saudável que até enjoa, devora comida até à náusea, emborca bebidas alcoólicas até ao vómito e debita parvoíces até ao infinito.

Fumemos aquela porcaria, pois, os e-cigarros. E que se danem os e-nazis.


Este post foi também publicado no blog do Apdeites.

domingo, 25 de maio de 2008

Enfarte! E agora?



Recebido por e-mail

quarta-feira, 30 de abril de 2008

Suicide-se com moderação, s.f.f.

----- Original Message -----
Sent: Wednesday, April 30, 2008 11:44 AM
Subject: fumador.cedilha.net

Agradeço ao  João Graça a ideia dum sítio onde quem gosta de fumar pode encontrar ajuda na escolha dos cafés e restaurantes “civilizados “.    Todos podem  e devem conviver, sem incomodar  ou  coartar a liberdade e o prazer de ninguém.

A lista reunida desses locais já me  foi  muito útil ,  em  Lisboa e  no  Porto.

Quero também contribuir com  a indicação de mais três  restaurantes  :

“ Chá da esperança “  na rua da Esperança   e   “ Frade dos Mares “  na Av. D. Carlos I   (largo do chafariz  --Santos )

Há ainda  o restaurante  “Yasmin “  no  jardim ao lado da Mercado da Ribeira.

Saudações a todos os que têm  colaborado


p.s.—parece-me recomendável  «fumar com moderação »



Depois de pessoalmente ter respondido a tão amável e colaborante missiva, cumpre esclarecer alguma coisinha sobre aquele derradeiro e quiçá misterioso post scriptum.

Aliás, devo agradecer à nossa companheira de fumaradas a oportunidade que aquela sugestão me proporciona, já que desde há muito tempo pretendia falar aqui do assunto.

Como todos sabemos, qualquer anúncio a bebidas alcoólicas tem aposta a generosa e da ordem frasezinha "beba com moderação", ou algo equivalentemente patético; já nos maços de tabaco (não nos anúncios, porque a publicidade ao dito é expressamente proibida) a coisa é logo a matar, por assim dizer, em sentido literal; dizem-nos, nossos incógnitos e enigmáticos benfeitores, que "Fumar Mata", por exemplo. No tabaco é logo, pimba, "vais morrer, cão" (ou coisa do género), mas lá na cervejinha, no "uísquezinho" ou na pinga em geral, bem mais avisados e maneirinhos são os letreiros, os apelos à contenção, ou lá o que raio é aquilo. Aliás, no que diz respeito à gasolina de avião para emborcar (vulgo, bebidas alcoólicas), esses "apelos" costumam ser precedidos por uma introdução ainda mais parva: "seja responsável".

Eu cá acho que, nestes assuntos de saúde pública, não deve haver meias palavras ou coisinhas chochas. Se querem apelar à consciência dos bebedores, então deveriam entrar também a matar, utilizando as tácticas de guerra psicológica do "antitabagismo" fundamentalista. Assim como escrevem nos maços que "Fumar Mata", deveriam escarrapachar nas "botellas" fosse do que fosse algo como "Beber Mais Mata Mais Depressa" ou, outra sugestão super-criativa, "Vais Beber, Vais-te Foder", por exemplo. Como equivalente ao "Fumar pode provocar morte lenta e dolorosa", porque não grafar em garrafas e copos "Beber Dá Cirroses Muito Jeitosas" ou "O Álcool é Bera com'á Ferrugem"?

Já agora, em vez de se recomendar ao bebedor que "beba com moderação", que tal completar a frase convenientemente? Ficaria assim: "beba com moderação, sua ganda besta" ou, que sei eu, em vez de "ganda besta", punha-se "seu animal", ou "ó caramelo", ou ainda "se não, leva tau-tau".

A escola fundamentalista, em especial na disciplina dedicada à saúde alheia (vulgo, pública), não enxergando mais do que meio palmo adiante do próprio umbigo, recusa liminarmente qualquer espécie de senso, seja ele bom ou apenas comum. Estes letreiros, quanto ao fumo ou quanto ao álcool, surtem tanto efeito como tentar convencer uma criança de que os bombons fazem mal "à barriga"; para começar, criança alguma sabe ao certo o que vem a ser isso da "barriga" e, por conseguinte e muito acertadamente, a dita criança sentir-se-á decerto enganada pelo adulto que a tenta convencer de algo totalmente absurdo, porque inexistente, vago, indefinido.

Alguém presumirá, porventura, que algum daqueles recadinhos pseudo-altruístas colheu o mais ínfimo dos efeitos? Que alguma vez algum fumador deixou de fumar o seu cigarrinho ou uma pessoal normal de beber o seu "uísquezinho"? Como? Hem? Diga? Por causa daquela merda estar ali escrita? Nunca!

Muito provavelmente, a servirem aqueles dizeres para alguma coisa, será com certeza pela inversa, isto é, acicatando ainda mais o fumador para acender mais um cigarro ou levando qualquer pessoa a encher de novo o copo. Quanto mais não seja, pela sensação típica de "que se lixe, assim com'assim, é p'rá desgraça".

Não confundamos, no entanto, beber com fumar; mantenhamos as coisas devidamente em separado, porque são óbvia e completamente diferentes. Nenhum fumador se intoxica até cair para o lado ou sequer até ficar tonto, perder o equilíbrio, desatar a dizer asneiras e chatear toda gente; fumar não implica nem pressupõe o risco de vir a bater na mulher (ou no marido) apenas por desfastio ou de armar barracadas e desacatos diversos em tudo quanto é sítio. Por mais que os maníacos da saúde o tentem fazer crer, não existe a figura típica do "fumador da aldeia"; é uma impossibilidade técnica que alguém passe a viver na rua ou ande a arrumar carros por causa do seu vício tabágico. O alcoolismo é uma patologia com graves reflexos pessoais, familiares e sociais, fumar é um hábito de cariz social potencialmente perigoso para a saúde do indivíduo. Por outro lado, o risco de que o hábito de beber álcool se transforme em alcoolismo não pode sequer ser comparado a que o hábito de fumar se transforme em tabagismo - que não é designação de uma doença, mas de uma temática (ou problemática).

Um fumador não anda (não deve andar) por aí a arrebanhar fumadores, a convidar outros para "só mais um, p'ró caminho". Não alicia ninguém para fumar, muito menos menores; pelo contrário, faz o que pode (deve fazer) para que os jovens não comecem a dar umas baforadas e ajuda (deve ajudar) quem pretende deixar o tabaco. O fumador não incomoda (não deve incomodar) ninguém com o seu fumo e não tenta sequer (não deve tentar) justificar aquilo que sabe perfeitamente não ser justificável.

Porém, o fumador (consciente) também não tem nada que dizer aos outros aquilo que é melhor para eles ou aquilo que mais lhes convém. Esse tipo de moralidade podre, essa tendência para impingir balelas ao próximo, a necessidade compulsiva de babar palermices paternalistas para cima de qualquer desconhecido, isso sim, como vemos e sabemos, é típico de bêbedos inveterados.

Os mesmos que se entretêm, entre dois soluços avinhados, a inventar as tais frases lapidares de apelo à "responsabilidade e à "moderação". Consciência pesada, é o que é.

segunda-feira, 10 de março de 2008

Arquive-se I



«As discotecas consideradas como "estabelecimentos de bebidas destinados a dança" com menos de 100 metros quadrados podem permitir fumar em todo o espaço, desde que cumpram os requisitos de sinalização, ventilação e extracção de fumo. Esta é a definição que consta de um acordo assinado na semana passada entre a Direcção-Geral de Saúde (DGS) e a Associação de Discotecas Nacional (ADN).

"As discotecas têm vários tipos de licenciamento e, no momento de aplicar a lei do tabaco, criou-se uma grande confusão. Por isso, pedimos à DGS para entrarmos em diálogo e chegarmos a um acordo quanto à interpretação", explica Francisco Tadeu, director executivo da ADN. "O que fizemos foi clarificar a lei, para que não restem dúvidas para os nossos associados e para evitar problemas em termos de vistorias e fiscalizações."

Assim, segundo o documento, a lei do tabaco é obrigatoriamente aplicada tendo por base a definição de discotecas como "locais de trabalho", "recintos de diversão e recintos destinados a espectáculos de natureza não artística" e "estabelecimentos de bebidas com espaços destinados a dança".

Quando consideradas "estabelecimentos de bebidas com espaços destinados a dança", com uma dimensão inferior a 100 metros quadrados, as discotecas podem optar por permitir ou não o fumo, desde que cumpram as regras quanto à qualidade do ar - ventilação e extracção do fumo - e tenham a sinalização adequada.

No caso de serem consideradas "estabelecimentos de bebidas com espaços destinados a dança" tendo mais de 100 metros e quando consideradas como "recintos de diversão e recintos destinados a espectáculos de natureza artística", as discotecas podem criar zonas de fumadores, com uma dimensão que será de 30% a 40% dos espaço total, consoante tenham ou não separação física.

As zonas para fumadores terão de estar identificadas através de dísticos, separadas fisicamente ou com um dispositivo de ventilação, desde que autónomo - para evitar que o fumo se espalhe - e uma ventilação para o exterior.

De acordo com a Lusa, o documento refere ainda que a melhor opção para espaços maiores é a separação física, uma vez que "quanto maior o espaço, mais difícil será a possibilidade de criar uma área para fumadores sem separação física cumprindo os requisitos da ventilação e extracção."

"Trata-se de uma clarificação. Assim, os nossos associados sabem como interpretar a lei e como terão de agir", explica Francisco Tadeu, ressalvando, no entanto, que entre os cerca de mil espaços de diversão representados pela ADN não tem havido grandes problemas. "Estamos a cumprir a lei. Os nossos associado estão a aplicar as normas em vigor. É uma pena termos que dividir as pessoas que fumam e não fumam, porque são espaços de diversão, mas temos que o fazer."

Isto não significa que a associação esteja contente com a lei do tabaco. "Esta é a lei que temos e enquanto estiver em vigor temos que a cumprir, daí a necessidade de esclarecer a sua interpretação. Mas não desistimos de lutar pela mudança na lei", afirma Francisco Tadeu.

Neste momento, a associação encontra-se a recolher estudos de forma a tentar provar que a lei do tabaco contraria a lei da qualidade do ar. "Para pedir uma mudança da lei à Assembleia da República temos que ter uma fundamentação", explica Francisco Tadeu, sem perder a esperança
.|»

Diário de Notícias, 10.03.08


Esta colagem integral, de texto e imagem, tem todo o interesse histórico e justifica-se pelos desenvolvimentos que se adivinham num futuro não muito distante. Veremos quanto tempo dura esta "modalidade" abaixo dos 100 metros quadrados ou quando e quanto variará a percentagem de espaço para fumadores em função do total. Isto é realmente muito giro, porque muda semana sim semana não. Siga a dança.

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

O combate ao tráfico de nicotina


http://www.youtube.com/watch?v=nCs4yMXs1is

Descobri este vídeo através de um blog chamado Tabacaria, nem de propósito. Ambos, vídeo e blog, estão em Francês, mas algo me diz que têm tudo a ver com Portugal. Um por causa dos autores e do assunto, o outro apenas devido ao assunto.

Porém, ao contrário dos autores do blog e dos autores do vídeo, eu cá não achei piada nenhuma à coisa. Trata-se, afinal, de um simples retrato com o seu quê de futurista daquilo que, mais tarde ou mais cedo, acabará por suceder e que, afinal, bem vistas as coisas, já acontece por aí - não de forma tão escarrapachada e flagrante, não tanto assim, mas lá chegaremos. É uma questão de tempo, repito, e não há-de ser tanto quanto isso. É só esperar para ver, e quanto mais sentados esperarmos, mais depressa esse "lindo" futuro chegará.

Sinais não faltam, à nossa volta: o antitabagismo militante é já hoje uma profissão de fé e um verdadeiro entretém, mesmo a calhar para brigadas de ociosos vários, desde as oficiais, fardadas ou à civil, às informais, constituídas por jovens maníacos da saúde e da cruz suástica, ou às ainda mais informais, as do chamado "homem da rua", a turba ignara sedenta de sangue que não sabe o que fazer ao ódio que sente a tudo o que mexe. Isto para já não falar dos velhinhos e velhinhas cuja última réstia de esperança de redenção e vida eterna reside no massacre sistemático, o extermínio, a erradicação daquilo que julgam ser a raiz de todo o mal: não havendo já demónio, em pessoa ou em sentido figurado, nem bruxas, nem comunistas, nem sequer fascistas, pois então arranje-se qualquer coisa, o fumadorzito, esse malvado, serve perfeitamente.

Não, não tem gracinha nenhuma, aquele filme. Se é humor, é negro como "piche". Nós, fumadores, não vamos ser perseguidos, no futuro, como dantes o eram os consumidores de drogas ditas "duras"; nós já somos perseguidos, escorraçados, insultados, diminuídos, desconsiderados, descriminados, multados; podemos mesmo ser encarcerados, se "desobedecermos" à autoridade ou se à autoridade apetecer meter-nos na pildra; e é já hoje também que os consumidores de drogas duras, heroína, cocaína, anfetaminas, todas as merdas que se possa imaginar, são protegidos pelo Estado, financiados, acarinhados, dão-lhes sítios para chutar na veia, dão-lhes "kits" com seringas, e limãozinho e colher p'ró caldo, e ainda, para mais brinde, toma lá uns preservativos e um tubozinho de lubrificante, pronto, coitadinho, drogadito, vá lá, a bem da nação, despacha-te.

A insanidade tomou o Poder, é certo. Seria talvez de boa política tentarmos, nós outros, ao menos conservar um módico de juízo.

Aquilo é um documento. Mas não é engraçado, porra.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

das Ende ist nahe




Publicado no Apdeites em 24.01.08.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Maldita nicotina

A Direcção-Geral da Saúde (DGS) anunciou esta quarta-feira que vai solicitar à ASAE que inicie, «prioritariamente», inspecções nos estabelecimentos de restauração e bebidas que tenham afixado o dístico azul de «fumadores», relata a agência Lusa.

«A Direcção-Geral da Saúde, para promover o cumprimento da Lei, irá solicitar à ASAE que desencadeie, prioritariamente, inspecções nos estabelecimentos de restauração e bebidas que tenham afixado o dístico azul», indica uma nota da DGS divulgada esta quarta-feira.

Esta medida prende-se com o facto de diversos estabelecimentos com menos de 100 metros quadrados, que no dia 1 optaram por estabelecer a proibição de fumar, afixando o dístico vermelho, alteraram posteriormente aquela opção, sem, no entanto, «observarem as condições exigidas por Lei para tal».

A DGS lembra ainda que os equipamentos de ventilação e extracção de ar para o exterior só estarão legais «se forem autónomos em relação ao sistema geral» e «se garantirem a qualidade do ar interior» de forma a protegerem dos efeitos do fumo os trabalhadores e os clientes não fumadores.

Portugal Diário


Publicado no Apdeites em 10.01.08.