terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
E pode ser cigarreira
Um Ipod estragado pode ainda acondicionar os cigarros em perfeitas condições de segurança. A isto chamo tecnologia limpa e reciclável.
sexta-feira, 30 de janeiro de 2009
terça-feira, 27 de janeiro de 2009
Fumar de luvas
Com os dias frios que correm, os fumadores obrigados a manter o hábito ao frio, à chuva e ao vento que raras foram as empresas que criaram espaços para o efeito já que a porta da rua é serventia mais barata, podem minimizar os prejuízos resultantes das mudanças de temperatura usando luvas. Luvas sem dedos.

E se os modelos acima porventura sugerirem uma atitude efeminada é sempre possível encontrar umas luvas desportivas para quaisquer mãos másculas.

[encontra-se aqui a forma de tricotar as luvas]

[encontra-se aqui a forma de tricotar as luvas]
domingo, 25 de janeiro de 2009
Poemas e cigarros
Do tempo em que havia uma poética dos cigarros. Nesse tempo longínquo de há um ano e pouco.
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voar
terça-feira, 20 de janeiro de 2009
A insustentável leveza do fumo
A sabedoria popular diz-nos que temos de ser uns para os outros e vem isto a propósito de um amigo meu não-fumador que desde a semana passada anda acabrunhado e cabisbaixo. Há um ano atrás rejubilou com a lei anti-tabaco certo de pertencer à maioria saudável deste país que apontava o egoísmo à minoria dos fumadores e justamente os punia socialmente quanto mais não fosse porque o irritava particularmente respirar o fumo deles quando degustava o seu bifinho com muito molhinho e batatas fritas e uma concha de arroz ou porque quando ia desopilar à noite ficava com o cheiro a fumo entranhado na roupa que tinha de ir logo tudo para lavar e até para a limpeza a seco.
Só que nas notícias teve conhecimento de um estudo de uma faculdade, com toda a seriedade que isso comporta que conclui que os gases lançados pelos veículos automóveis, compostos de substâncias todas elas cancerígenas, afectam toda a atmosfera, inclusive os locais onde o fumo não é permitido, e consequentemente, toda a população, incluindo as criancinhas que ainda aprendem a circular em ranchos ordenados a pé pelas ruas em saídas lúdicas dos infantários ou até em visitas de estudo. E ele que tem no seu carrinho o seu ai-jesus e já nem seria capaz de ir ao café da esquina sem ele, tal a relação íntima que ao longo dos anos se desenvolveu entre eles, começou a imaginar cenários em que catrefas de médicos o aconselham a seguir um programa de desintoxicação da viatura com muitas caminhadas a pé, em que as viaturas são impedidas de entrar nas cidades e os cidadãos são obrigados a circular em transportes públicos, em que se vê relegado para uma situação quase clandestina de ligar o seu automóvel e assentar as mãos no volante apenas na privacidade da garagem que felizmente no seu prédio ainda são individuais, tudo a bem da saúde de toda a população e sente-se um individuo a quem arrancaram metade de si.
Foto de Cristina Grosso, 2008
Só que nas notícias teve conhecimento de um estudo de uma faculdade, com toda a seriedade que isso comporta que conclui que os gases lançados pelos veículos automóveis, compostos de substâncias todas elas cancerígenas, afectam toda a atmosfera, inclusive os locais onde o fumo não é permitido, e consequentemente, toda a população, incluindo as criancinhas que ainda aprendem a circular em ranchos ordenados a pé pelas ruas em saídas lúdicas dos infantários ou até em visitas de estudo. E ele que tem no seu carrinho o seu ai-jesus e já nem seria capaz de ir ao café da esquina sem ele, tal a relação íntima que ao longo dos anos se desenvolveu entre eles, começou a imaginar cenários em que catrefas de médicos o aconselham a seguir um programa de desintoxicação da viatura com muitas caminhadas a pé, em que as viaturas são impedidas de entrar nas cidades e os cidadãos são obrigados a circular em transportes públicos, em que se vê relegado para uma situação quase clandestina de ligar o seu automóvel e assentar as mãos no volante apenas na privacidade da garagem que felizmente no seu prédio ainda são individuais, tudo a bem da saúde de toda a população e sente-se um individuo a quem arrancaram metade de si.
Foto de Cristina Grosso, 2008
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
O cantinho do castigo
Quando menina e moça ia à escola ainda era vulgar colocar de castigo os meninos que se portavam mal exilando-os a um canto da sala. E de acordo com relatos de minha mãe, ainda antes era comum acrescentar a prática de coroar o castigado com umas orelhas de burro confeccionadas em cartolina para provocar a troça dos seus pares.
Estas recordações surgem-me agora a propósito da Lei nº 37/2007, sorridente como um bebé por ter acabado de comemorar o seu primeiro ano de vida porque desde a sua entrada em vigor na vida dos portugueses obrigou as escolas públicas a escolher um caixote mais asadinho dos existentes na instituição e em alguns casos, até um vaso grandinho com uma planta, para não se entrar em mais despesas, e numa pedagogia de crime e castigo desterrou os professores fumadores para um cantinho do lado de fora do portão da escola.
Foto de René Maltête
Estas recordações surgem-me agora a propósito da Lei nº 37/2007, sorridente como um bebé por ter acabado de comemorar o seu primeiro ano de vida porque desde a sua entrada em vigor na vida dos portugueses obrigou as escolas públicas a escolher um caixote mais asadinho dos existentes na instituição e em alguns casos, até um vaso grandinho com uma planta, para não se entrar em mais despesas, e numa pedagogia de crime e castigo desterrou os professores fumadores para um cantinho do lado de fora do portão da escola.
Foto de René Maltête
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lei
terça-feira, 13 de janeiro de 2009
Cidadão permitido
Quando acordo de manhã ao som das buzinadelas contínuas da fila interminável de viaturas, nesse barulhento ritual mágico-religioso de dissipar o trânsito que há anos se revela ineficaz, fico com ganas de lhes tirar o pio, de lhes extirpar esse órgão sonoro do carro já que ninguém fiscaliza o ruído.
Esta é uma questão que não está no horizonte da Confederação Portuguesa de Prevenção do Tabagismo que ontem anunciou que quer extirpar o fumo em todos os estabelecimentos de restauração, incluindo bares e discotecas. Defende mesmo que a lei tem de ser alterada para passar a contemplar tão completa proibição. Que não se descanse e durma por causa do ruído dos bares e discotecas será certamente coisa de pequena monta para estes cruzados movidos pela defesa do direito exclusivo e inalienável dos não-fumadores a ocuparem todos os territórios.
E desta vez o director-geral de Saúde explicou prontamente que a lei em vigor só pode ser revista após 3 anos e que de qualquer modo, "Não há condições para se alterar a lei portuguesa porque ela fundamenta-se nos princípios constitucionais que estão em vigor no nosso país, onde os excessos não são permitidos". Afinal, ao abrigo da Constituição, os fumadores são cidadãos como os outros.
Esta é uma questão que não está no horizonte da Confederação Portuguesa de Prevenção do Tabagismo que ontem anunciou que quer extirpar o fumo em todos os estabelecimentos de restauração, incluindo bares e discotecas. Defende mesmo que a lei tem de ser alterada para passar a contemplar tão completa proibição. Que não se descanse e durma por causa do ruído dos bares e discotecas será certamente coisa de pequena monta para estes cruzados movidos pela defesa do direito exclusivo e inalienável dos não-fumadores a ocuparem todos os territórios.
E desta vez o director-geral de Saúde explicou prontamente que a lei em vigor só pode ser revista após 3 anos e que de qualquer modo, "Não há condições para se alterar a lei portuguesa porque ela fundamenta-se nos princípios constitucionais que estão em vigor no nosso país, onde os excessos não são permitidos". Afinal, ao abrigo da Constituição, os fumadores são cidadãos como os outros.
Imagens de Yatahonga.
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