sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

SG VIP

PUBLICO.PT
PÚBLICO: Edição Impressa, Última Hora
8 de Janeiro de 2008 - 09h31


Mau e caro mas nosso
Miguel Esteves Cardoso

Durante décadas, quando ser consumidor era praticamente o mesmo que ser comunista, guiávamos-nos todos por uma tabela que por cá nunca falhava: estrangeiro=melhor=mais caro.

Quem fosse pobre ou tivesse um carinho fascista pela mediocridade, comprava nacional. Ou, pela calada, pedia a um fascista amigo para trazer do estrangeiro, onde era sempre mais barato.

Hoje, esta regra está sob ataque. Nas frutarias e sapatarias; nos Aldis e Lídeis; o nacional é que é bom; o nacional é que é mais caro; o nacional é que é o único que se "pode levar à vontade."

Todo um sistema de valores se inverteu. A nossa moeda já vale tanto como uma libra esterlina; os dólares, tal como a libra livreira, começam a tornar-se uma memória distante, do Cinema. Mas só ontem é que a velha hierarquia veio abaixo. Lia-se na página 30 do PÚBLICO: o SG Filtro vai passar a ser mais caro do que o Marlboro. Sim, o baixote e ordinareco SG Filtro de Xabregas, que eu comprava quando não tinha dinheiro para o Marlboro comprido e show off da Virgínia, dos filmes e da Fórmula 1, vai ser o cigarro de quem quer fazer-se passar por cosmopolita e milionário.

Já estou a ver os anúncios, caso os permitissem: "Sim, sou um oligarca russo - fumo SG Filtro à fartazana!". Ou: "Não é por estar desempregado que dispenso o cigarrinho: vai sempre um Márlubóro enquanto estou na bicha para a sopa; ai nanas!".

Espero bem que os fascistas estejam satisfeitos.


© Copyright PÚBLICO Comunicação Social SA

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

O discreto pudor do fumo


Sophia fumava. Pouco. E raramente foi fotografada com um cigarro na mão. Já Mário Cesariny era um fumador inveterado e por pouco tempo que se estivesse a seu lado era inevitável vê-lo acender um cigarro, hábito de que resultaram inúmeras fotografias suas, mesmo de pose e de estúdio que memorizam a sua imagem a fumar.

No entanto, nos últimos anos um discreto pudor do fumo tomou conta das contracapas e badanas dos livros e, até dos sites, cerceando o cigarro das imagens dos autores e custa a acreditar que resulte meramente de uma bitola gráfica aparentando antes uma estética de omissão dessa característica do autor, talvez considerada pouco saudável para a sua venda a granel. Quase como se por imposição de uma moda capilar de testa descoberta se apagasse agora a franja das fotografias de Beatriz Costa.


Imagens de JornalismoPortoNet e Assírio & Alvim.

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Beatas à solta



Na descrição deste vídeo consta que «milhares de pontas de cigarro são diariamente atiradas ao chão desde que os portugueses foram "convidados" a fumar na rua. Cidades como Lisboa e Coimbra reforçaram a recolha de lixo, mas os fumadores continuam a preferir o chão ao cinzeiro».

Convinha elucidar o Sr. Ângelo Mesquita que os ditos cinzeiros, que os fumadores lisboetas não utilizam, não passam de umas plaquitas de metal (com cerca de 5 por 2cm) por cima das papeleiras de plástico. Imaginemos a reacção “beata” meio apagada-papel-plástico, que tal?

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Brincadeirinhas estúpidas


Liquid Smoking


Não faço ideia de como é que estes gajos descobriram a lata, mas foi lá que vi esta palhaçada pela primeira (e espero que última) vez.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

17 de Novembro, Dia Nacional do Não Fumador



A mensagem subliminar contida nesta imagem é a seguinte: quem não fuma, não morre. E também, pelos vistos, que apenas os fumadores cristãos encomendam a alma ao Criador. Portanto, cumpre a cada qual decidir: ou deixa de fumar ou converte-se a qualquer outra religião.

Em qualquer dos casos, terá garantida a vida eterna - essa insuportável chatice.

Se, por qualquer motivo, ainda assim a imagem não convencer e a perspectiva de ficar por cá a chatear toda a gente até à eternidade não se afigurar como apetecível, então poderá sempre optar pela cremação, quando chegar a sua hora. Esse tipo de fumo ainda não é proibido, até ver, e fica garantido que a nossa cruz não sairá na fotografia.



Para quem não sabia que data hoje se "comemora", está aqui uma notíca do jornal... Record.

Imagem via blog Portugal Porreiro

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Documentos históricos do Santo Ofício

PUBLICO.PT

PÚBLICO: Edição Impressa Versão para cegos
10 de Novembro de 2008 - 12h29

Secções PÚBLICO Edição Impressa: Destaque, Opinião, Portugal, Mundo, Temas, Economia, Desporto, Local Lisboa, Local Porto

Suplementos PÚBLICO: PÚBLICA, ÍPSILON, FUGAS, ECONOMIA,

Subúrbio londrino proíbe fumadores de adoptarem


O conselho municipal de um subúrbio de Londres proibiu os fumadores de serem pais de acolhimento. A proibição foi aprovada esta semana por unanimidade numa reunião da assembleia do borough de Redbridge, no Leste de Londres e deverá entrar em vigor em Janeiro de 2010. Associações de defesa de fumadores já criticaram a decisão e uma associação que representa vários grupos envolvidos na adopção defende que uma proibição cega não é correcta.

O Governo local considera que a medida é crucial para proteger as crianças dos efeitos do fumo passivo - e justifica-a com novas provas científicas onde se mostra que o fumo passivo pode provocar doenças respiratórias na infância, assim como cancro do pulmão.

"Sabemos que este assunto é difícil porque algumas pessoas vão sentir que é uma intrusão nas suas liberdades pessoais, mas também sabemos que o fumo aumenta os riscos de doenças sérias na infância", afirmou um membro do conselho, Michael Stark, do Partido Conservador, citado pelo jornal The Independent.

A Fostering Network considerou "positivo" que se tente criar um ambiente livre de fumo para as crianças, mas receia que a medida reduza o número de famílias disponíveis para receberem crianças vulneráveis.

"Se uma pessoa tem as qualidades e a capacidade para acolher uma criança, não devia ser posta de lado só porque fuma um cigarro no fundo do jardim ou quando sai à noite. O acolhimento devia ser sobre muito mais coisas do que saber quem é fumador", afirmou um porta-voz.

O grupo de defesa dos fumadores Forest considera que se trata de "mais uma tentativa para estigmatizar os fumadores e separá-los do resto da sociedade". O que se quer dizer com isto, afirmou ainda um porta-voz do grupo, "é que os fumadores em geral não são capazes de ser pais e isso é totalmente inaceitável".
O Governo local considera que esta medida é crucial para proteger as crianças dos efeitos do fumo passivo

Fim

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Via blog Jugular.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Momentos